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70-20-10: Por que empresas de alta performance estruturam o aprendizado além do treinamento formal

  • há 45 minutos
  • 4 min de leitura

Como o modelo 70-20-10 fortalece a aprendizagem contínua e exige ferramentas adequadas para gerar impacto real no desenvolvimento de pessoas


O modelo 70-20-10 continua sendo um dos pilares mais relevantes da educação corporativa moderna. Ainda assim, muitas organizações falam sobre ele — mas poucas o estruturam de forma estratégica.


A lógica é simples. O impacto, profundo.


Empresas de alta performance entenderam que desenvolvimento de pessoas não acontece apenas em sala de aula. Ele acontece no trabalho real, nas interações diárias e na aplicação prática do conhecimento.


Mas aqui está a pergunta central:


Se 70% da aprendizagem acontece na prática, por que ainda investimos tanto apenas nos 10% formais?


Essa é a reflexão que separa empresas comuns das organizações que realmente evoluem.


O que é o modelo 70-20-10?


O modelo 70-20-10 propõe que:


  • 70% da aprendizagem acontece na experiência prática, em desafios reais, resolução de problemas e tomada de decisão.

  • 20% da aprendizagem ocorre por meio da interação social — feedback, mentoria, troca entre pares.

  • 10% da aprendizagem vem de treinamentos formais, cursos estruturados e conteúdos organizados.


Mais do que uma proporção matemática rígida, o 70-20-10 é um modelo mental que amplia a visão sobre como as pessoas realmente aprendem.


Se quiser aprofundar na base conceitual, vale conferir este conteúdo sobre modelo 70-20-10, que detalha sua origem e benefícios.


Mas compreender o conceito é apenas o primeiro passo.

A pergunta estratégica é: como estruturar isso dentro da organização?


Por que o 70-20-10 é essencial para empresas de alta performance?


Empresas de alta performance não tratam aprendizagem como evento. Elas tratam como fluxo.


Elas sabem que:


  • O erro ensina.

  • O desafio desenvolve.

  • A autonomia acelera crescimento.

  • O feedback direciona comportamento.


O modelo 70-20-10 traduz essa dinâmica natural em estratégia de desenvolvimento.


1. Ele aproxima aprendizado de resultado


Quando o desenvolvimento acontece no contexto real do trabalho, a transferência de aprendizagem aumenta drasticamente.

Não é teoria isolada. É aplicação imediata.


2. Ele fortalece a cultura de aprendizado contínuo


Ao valorizar experiência e interação, o 70-20-10 incentiva uma cultura onde aprender faz parte da rotina.

Não depende apenas do calendário de treinamentos.


3. Ele estimula protagonismo


O colaborador deixa de ser receptor passivo e passa a ser agente ativo do próprio desenvolvimento.

E protagonismo gera engajamento.


O erro mais comum na aplicação do 70-20-10


Muitas empresas entendem o conceito — mas não criam estrutura para sustentá-lo.

Resultado? O modelo vira discurso.


A organização continua investindo 90% do orçamento nos 10% formais e espera que os outros 90% aconteçam espontaneamente.


Mas experiência sem intencionalidade não gera aprendizado consistente.


Interação sem cultura de feedback não gera desenvolvimento.


E prática sem reflexão não consolida competência.


O modelo 70-20-10 não funciona no improviso. Ele exige desenho estratégico.


Para entender como aplicar de forma estruturada, este conteúdo sobre como aplicar a metodologia 70-20-10 aprofunda caminhos práticos.


Como estruturar os 70% de aprendizagem na prática


Se 70% do aprendizado acontece na experiência, a pergunta é:


Como transformar trabalho em oportunidade intencional de desenvolvimento?


Alguns caminhos estratégicos:

  • Projetos desafiadores com metas claras.

  • Rotação de funções.

  • Delegação estruturada.

  • Aprendizagem baseada em problemas reais.

  • Missões estratégicas com acompanhamento.


Mas existe um ponto crítico: acompanhamento.


Sem visibilidade sobre desafios, metas e evolução, os 70% ficam invisíveis.

E o que não é visível não é gerenciado.


Como fortalecer os 20% de aprendizagem social


Os 20% representam o poder das conexões humanas.

Mentoria, feedback estruturado, comunidades internas, fóruns de troca, acompanhamento de líderes.


Pergunta-chave:


Sua organização tem rituais estruturados de feedback?


Sem ferramenta ou processo claro, o feedback se torna eventual.

Sem registro, perde-se histórico.

Sem acompanhamento, perde-se evolução.

Empresas maduras transformam interação em processo.

E processo exige suporte adequado.


E os 10%? Eles continuam importantes?


Sim — e muito.


Os 10% formais são fundamentais para:

  • Padronização de conhecimento.

  • Nivelamento técnico.

  • Fundamentos conceituais.

  • Compliance e certificações.


O problema não está nos 10%.

O problema está em achar que eles são suficientes.

Treinamento formal prepara.

Experiência consolida.

Interação fortalece.

O modelo 70-20-10 equilibra essas dimensões.


Perguntas frequentes sobre o modelo 70-20-10


O modelo 70-20-10 é uma regra fixa?

Não. Ele é uma referência conceitual. A proporção pode variar conforme contexto e maturidade organizacional.


O 70-20-10 substitui treinamentos formais?

Não. Ele amplia a visão sobre aprendizagem. Os treinamentos continuam importantes, mas não exclusivos.


O modelo funciona para qualquer área?

Sim. Pode ser aplicado em liderança, áreas técnicas, onboarding, sucessão e desenvolvimento de soft skills.


Por que o 70-20-10 exige ferramentas adequadas?


Aqui está o ponto estratégico.


Para que o modelo 70-20-10 funcione de forma estruturada, é necessário:

  • Mapear competências.

  • Registrar desafios práticos.

  • Acompanhar metas de desenvolvimento.

  • Estimular interação estruturada.

  • Disponibilizar conteúdos formais.

  • Monitorar evolução.


Sem tecnologia adequada, o modelo se fragmenta.

Os 10% ficam organizados.

Os 70% e 20% se perdem.


Ferramentas de gestão de aprendizagem e desenvolvimento permitem:

  • Integrar experiência, interação e conteúdo formal.

  • Criar trilhas híbridas.

  • Registrar feedbacks.

  • Acompanhar progressão.

  • Gerar dados estratégicos para RH e liderança.


Não se trata de tecnologia pela tecnologia. Trata-se de dar estrutura ao conceito.


Empresas de alta performance não deixam o desenvolvimento depender apenas da boa vontade das lideranças. Elas criam ecossistemas que sustentam o aprendizado contínuo.


O futuro do desenvolvimento passa pelo 70-20-10 estruturado


No contexto do futuro do trabalho, onde competências evoluem rapidamente, o modelo 70-20-10 ganha ainda mais relevância.


A velocidade das mudanças exige:

  • Aprendizagem no fluxo do trabalho.

  • Cultura de feedback constante.

  • Autonomia com responsabilidade.

  • Tecnologia que conecte tudo isso.


Organizações que estruturam o 70-20-10 criam vantagem competitiva invisível.

Elas aprendem mais rápido. E quem aprende mais rápido, se adapta melhor.


Conclusão: o 70-20-10 é conceito, mas também é arquitetura


O modelo 70-20-10 não é apenas uma teoria elegante sobre aprendizagem. Ele é uma arquitetura estratégica de desenvolvimento humano.


Mas toda arquitetura precisa de sustentação. Sem cultura, ele não prospera.Sem liderança, ele não ganha força.Sem ferramentas adequadas, ele não escala.


Empresas de alta performance entenderam que aprender não é evento — é sistema.



E quando o sistema integra experiência, interação e conhecimento formal, o desenvolvimento deixa de ser promessa e passa a ser prática.


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