Como as pessoas aprendem no trabalho: 5 formas de aprendizagem corporativa
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Em resumo
A aprendizagem no trabalho não acontece apenas em cursos. As pessoas também aprendem pela prática, pela observação, pela troca com colegas, pela busca autônoma e pelo acesso a orientações durante uma atividade. Uma estratégia eficiente de aprendizagem corporativa combina essas diferentes formas em uma jornada integrada.
Quando uma empresa pensa em aprendizagem corporativa, é comum associá-la imediatamente a cursos, treinamentos presenciais ou trilhas obrigatórias.
Essas iniciativas são importantes, mas representam apenas uma parte de como as pessoas realmente desenvolvem conhecimentos e competências.
No cotidiano, o aprendizado também ocorre quando um profissional enfrenta um novo desafio, recebe orientação de um colega, consulta um procedimento, participa de uma comunidade ou encontra uma resposta durante a execução de uma tarefa.
Compreender essas diferentes formas de aprendizagem no trabalho ajuda RH e T&D a criar experiências mais próximas da realidade das pessoas e das necessidades do negócio.
O que é aprendizagem no trabalho?
Aprendizagem no trabalho é o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e comportamentos por meio de experiências relacionadas à atividade profissional.
Ela pode acontecer de maneira planejada, como em um curso, ou de forma espontânea, como em uma conversa com alguém mais experiente.
Na prática, inclui:
treinamentos e trilhas estruturadas;
atividades práticas;
troca entre colegas;
acompanhamento de especialistas;
consulta a documentos;
feedbacks;
comunidades;
resolução de problemas;
orientação durante uma tarefa.
Uma estratégia de gestão do aprendizado corporativo precisa reconhecer que essas experiências são complementares e devem funcionar de maneira conectada.
Por que as pessoas não aprendem apenas em cursos?
Um curso oferece estrutura, sequência e objetivos definidos. Entretanto, a consolidação do conhecimento depende da aplicação.
Depois de uma capacitação, o profissional ainda pode precisar:
testar o conteúdo em uma situação real;
adaptar uma orientação ao contexto;
consultar novamente uma informação;
receber feedback;
observar outra pessoa executando a tarefa;
corrigir um erro;
repetir uma atividade.
Por isso, a conclusão de um curso não representa o fim da aprendizagem.
O desenvolvimento continua durante a prática, na interação com outras pessoas e no acesso ao conhecimento no momento da necessidade.
1. Aprendizagem formal
A aprendizagem formal é estruturada pela organização.
Ela possui objetivos, conteúdos, atividades e, muitas vezes, avaliações ou certificados.
Alguns exemplos são:
cursos online;
treinamentos presenciais;
workshops;
trilhas de aprendizagem;
certificações;
onboarding;
programas de liderança;
treinamentos obrigatórios.
Essa modalidade é importante quando a empresa precisa garantir que determinado público tenha acesso aos mesmos conhecimentos essenciais.
Também oferece maior controle sobre matrículas, participação, conclusão, avaliações e prazos.
Entretanto, a aprendizagem formal gera mais valor quando é combinada com oportunidades de prática e continuidade.
2. Aprendizagem pela experiência
A aprendizagem pela experiência acontece quando a pessoa desenvolve uma competência realizando atividades reais.
Ela pode ocorrer durante:
novos projetos;
resolução de problemas;
rotação de funções;
simulações;
desafios profissionais;
participação em grupos de trabalho;
execução de tarefas com complexidade crescente.
Imagine um profissional que concluiu uma capacitação sobre apresentação de projetos.
O conhecimento começa a se consolidar quando ele prepara uma proposta, apresenta suas ideias, responde a perguntas e recebe feedback.
A experiência transforma conceitos em capacidade de execução.
3. Aprendizagem social
A aprendizagem social acontece por meio da interação com outras pessoas.
Os profissionais aprendem quando:
observam colegas;
fazem perguntas;
compartilham experiências;
participam de comunidades;
recebem orientação de especialistas;
discutem casos;
acompanham mentores;
oferecem e recebem feedback.
Essa forma de aprendizagem é especialmente importante para conhecimentos que nem sempre estão registrados em manuais ou cursos.
Um colaborador experiente pode conhecer detalhes de um processo, formas de lidar com situações inesperadas ou boas práticas desenvolvidas ao longo do tempo.
Recursos de social learning ajudam a tornar esse conhecimento mais acessível e reduzem
a dependência de trocas restritas a pequenos grupos.
4. Aprendizagem autodirigida
Na aprendizagem autodirigida, o próprio profissional identifica uma necessidade e busca recursos para desenvolver determinado conhecimento.
Isso pode acontecer quando ele:
pesquisa um tema;
acessa um curso;
assiste a um vídeo;
consulta um artigo;
explora uma biblioteca;
acompanha uma comunidade;
procura um especialista.
Essa autonomia é importante porque nem todas as necessidades podem ser antecipadas por T&D.
No entanto, disponibilizar um grande catálogo de conteúdos não é suficiente. A empresa precisa organizar os materiais e facilitar a descoberta.
A integração entre LMS e LXP ajuda a combinar jornadas estruturadas com experiências mais abertas, personalizadas e contínuas.
5. Aprendizagem no fluxo de trabalho
A aprendizagem no fluxo de trabalho acontece quando o colaborador encontra uma orientação no momento em que precisa executar uma atividade.
Alguns exemplos são:
consultar um procedimento;
acessar um checklist;
localizar uma resposta;
assistir a um vídeo curto;
revisar uma regra;
encontrar um exemplo;
consultar uma base de conhecimento.
Essa modalidade é importante porque o profissional nem sempre precisa de um curso completo.
Em muitos casos, ele já possui parte do conhecimento e precisa apenas de uma informação específica para continuar trabalhando.
O suporte no momento da necessidade reduz interrupções e aproxima aprendizagem de aplicação.
Como combinar as cinco formas de aprendizagem?
As diferentes modalidades não devem funcionar como iniciativas isoladas.
Considere uma jornada de onboarding para um profissional de atendimento.
Ela pode incluir:
cursos formais sobre a empresa e os processos;
simulações de situações com clientes;
acompanhamento de um colega experiente;
participação em uma comunidade de dúvidas;
consulta a procedimentos durante o atendimento;
feedback do gestor;
conteúdos recomendados conforme as dificuldades observadas.
Nesse exemplo, a pessoa aprende por meio de cursos, prática, interação, pesquisa e suporte.
Essa combinação torna a jornada mais completa e aumenta as chances de o conhecimento ser aplicado.
Como estruturar a aprendizagem no trabalho?
O primeiro passo é entender o que as pessoas precisam realizar melhor.
Depois, a empresa deve identificar qual forma de aprendizagem é mais adequada para cada necessidade.
Perguntas úteis incluem:
O conhecimento precisa ser padronizado?
A competência depende de prática?
Existem especialistas que podem compartilhar experiências?
A informação precisa estar disponível durante o trabalho?
O colaborador pode escolher conteúdos complementares?
O gestor precisa acompanhar a aplicação?
A atividade exige avaliação ou certificação?
A resposta pode indicar a necessidade de um curso, uma atividade prática, uma comunidade, um material de consulta ou uma combinação dessas alternativas.
Nesse processo, utilizar um checklist para escolher uma plataforma de gestão do aprendizado ajuda a verificar se a tecnologia consegue sustentar cursos, conhecimento, colaboração, dados e suporte ao desempenho em um mesmo ambiente.
Como conectar aprendizagem e resultados?
A empresa precisa observar não apenas quem participou, mas o que mudou depois da experiência.
Alguns indicadores possíveis são:
evolução nas avaliações;
aplicação observada;
redução de erros;
tempo para realizar uma tarefa;
uso de materiais de apoio;
participação em comunidades;
percepção do gestor;
qualidade das entregas;
evolução da produtividade.
Como explicado no artigo sobre aprendizagem e desempenho, a capacitação precisa estar relacionada aos comportamentos e resultados esperados no trabalho.
Nem toda mudança pode ser atribuída exclusivamente à aprendizagem. Ainda assim, acompanhar diferentes indicadores ajuda T&D a compreender o que funciona e onde a jornada deve ser ajustada.
Como o PowerMinds apoia diferentes formas de aprendizagem?
O PowerMinds integra LMS, LXP, gestão do conhecimento, social learning, microlearning, avaliações, analytics, inteligência artificial e suporte ao desempenho.
Com essa estrutura, a empresa pode:
organizar cursos e trilhas formais;
oferecer conteúdos personalizados;
criar comunidades;
conectar colaboradores e especialistas;
disponibilizar materiais de consulta;
apoiar o aprendizado durante o trabalho;
acompanhar participação e resultados;
centralizar o conhecimento corporativo.
A proposta é reunir diferentes experiências em um único ecossistema, evitando que cursos, documentos, interações e dados fiquem espalhados em ferramentas desconectadas.
Conclusão
As pessoas aprendem no trabalho de diferentes maneiras.
Cursos e treinamentos oferecem estrutura, mas o desenvolvimento também acontece pela prática, pela troca com outras pessoas, pela busca autônoma e pelo acesso ao conhecimento durante uma atividade.
Ao combinar essas formas, a empresa cria jornadas mais relevantes, contínuas e conectadas à realidade profissional.
Conheça o PowerMinds e veja como integrar aprendizagem formal, conhecimento, colaboração e suporte ao desempenho em uma única plataforma.
Perguntas frequentes
O que é aprendizagem no trabalho?
É o desenvolvimento de conhecimentos e competências por meio de cursos, experiências, interações, pesquisas e orientações relacionadas à atividade profissional.
Quais são as principais formas de aprendizagem corporativa?
As principais são aprendizagem formal, aprendizagem pela experiência, aprendizagem social, aprendizagem autodirigida e aprendizagem no fluxo de trabalho.
Todo aprendizado corporativo precisa acontecer em um LMS?
Não. O LMS organiza experiências formais, mas a aprendizagem também acontece pela prática, colaboração, gestão do conhecimento e suporte durante o trabalho.






